A morte do jovem Silvailson Silva de 25 anos ,
montador de móveis que foi a óbito no hospital de traumas em Campina Grande na
semana passada , após cair da carroceria de uma Montana na Br-104 entre Cuité
e Nova Floresta , não pode ficar impune . A empresa de móveis Icasa que o jovem prestava serviço deve ser
responsabilizada.
Uma vida não seria ceifada se a
empresa transportasse seu funcionário em local apropriado e móveis ou utensílios em carro
fechado ( baú). Essa foi uma prova inconteste que a empresa não atendeu as normas de segurança de trabalho.
Informes que até o momento a
empresa não tem prestado assistência a família da vitima, uma ONG em Campina Grande é quem deu apoio a
acompanhante de Silvailson ( Negão) no hospital.
A
solução desse gravíssimo problema passa pela Educação, Engenharia (dos carros,
das ruas e das estradas), Fiscalização e Punição. Empresas como a Decorama em
Cuité é exemplo , não coloca em risco a vida de seus funcionários e o
transporte de móveis é feito em carro baú.
Nos
últimos dez anos as mortes no trânsito no Brasil cresceram mais de 4% ao ano. É inconcebível que um
ferimento ou morte de uma pessoa, no trânsito, com culpa razoavelmente
comprovada, não tenha consequências imediatas para o seu autor. Os Amigos do
Trânsito do Curimataú é pela paz no trânsito e clama por Justiça protetiva
.
É
um absurdo a vítima ou sua família ficar esperando as respostas da Justiça anos
e anos. Formulada uma acusação formal e recebida a denúncia, depois do devido
contraditório, neste mesmo ato o juiz, respeitando os princípios da
razoabilidade, necessidade e proporcionalidade, já deveria impor uma série de
medidas cautelares protetivas e de urgência, tais como suspensão da
habilitação, indisponibilidade de bens (para garantia da indenização),
reparação provisória dos danos, fixação de alimentos em favor dos familiares
das vítimas necessitados.

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